Quando descobri que estava grávida pela segunda vez, sabia no meu coração que correria tudo bem e que estaríamos apenas nós presentes, sem necessidade de uma parteira. Esta foi uma decisão pensada, consciente e muito segura que não deve ser assumida de ânimo leve e sem profunda reflexão.

Sitzend

Convidámos quatro amigas próximas para vir na semana em que eu pensava que o parto ia acontecer. As quatro aceitaram e tivemos um divertido «festival do parto», mas a semana foi-se e bebé, nem vê-lo. Então todas foram à sua vida menos a Daniela e família, que tinham chegado antes e connosco permaneram. Foi como aconteceu e foi perfeito.

Moro no cimo de uma montanha, no final de um caminho de terra batida de dois kms, pelo que a subida de carro me era difícil e custosa há já muitos meses. Não saí de casa durante muitas semanas antes do parto.

Na sexta-feira, 11 de Março de 2016, comecei a ter pequenas perdas de líquido, tal como no final da gravidez anterior. Eram muito pequenas, mas obrigaram-me a precisar de compressas.

Sentia-me tranquila por esses dias, embora muito pesada e difícil de me mexer, os tornozelos um pouco inchados e cada vez mais difícil encontrar uma posição confortável mesmo sentada.

No domingo decidiu-se fazer expedição em busca de mantimentos e eu, pela primeira vez em muito tempo, tive vontade de ir. Foi muito divertido e depois das compras fomos todos fazer um piquenique junto ao rio.

Na madrugada de domingo para segunda-feira, 14 de Março, tudo começou! Tinha 42 semanas e um dia. Um pequeno fluxo de líquido acordou-me. Abri os olhos e senti outro e depois outro. Levantei-me com medo de molhar a cama, coloquei a mão no meio das pernas e saiu ainda mais. Fui para cima do tapete e escorreu ainda mais até ao chão. Tinham-me rebentado as águas!

O Luís veio ter comigo, mas como nada mais estava a acontecer, voltámos para a cama, ele na mezzanine e eu em baixo com a Violeta.

Por volta das 4h da manhã, uma contracção acordou-me. Passado algum tempo, lá veio outra. Acordei o Luís e fui para cima para perto dele. Fomos controlando o intervalo entre contracções e ia variando entre os 12 e os 20 minutos. Uma hora ou duas depois, contudo, o intervalo entre cada uma era cerca de meia hora, por isso voltei para baixo e continuámos a dormir, embora fosse sempre acordada pelas contracções.

Pela manhã, elas continuavam, não muito regulares, mas sempre presentes. Estava um dia quente e cheio de sol! Lembro-me que soube muito bem estar em pé na soleira da porta da entrada, a olhar para a montanha e a receber o calor do sol.

Sun

Depois do pequeno-almoço fui fazer cocó (um dos muitos que fiz até ao final do parto) e depois dar um passeio até ao ribeiro. O Luís e a Violeta foram comigo e lá já estavam a Daniela e a pequena Maira.

Fiquei um pouco por lá, a ter contrações em pé, apoiada no muro de xisto. Pouco tempo depois voltei para cima para a casa. Queria encontrar uma posição em que pudesse descansar a parte inferior do corpo e me sentisse confortável. Sentia-me bastante inquieta, sem conseguir parar em nenhum sítio. Andei um pouco em volta da casa a ver as flores e voltei a fazer cocó mais umas duas vezes.

Depois almoçámos todos, mas quase nem tenho memória disso. Sei que comi muito pouco e que me sentia desonfortável por estar sentada. A Daniela fez o chá da Naoli, mas não tive vontade de o beber.

A seguir ao almoço, o Luís dizia que lhe parecia que estava para breve a chegada do bebé, mas eu respondi-lhe sempre que me parecia que não, que ainda ia tardar.

Eu tinha vontade de me deitar e dormir, mas era terrível estar deitada durante uma contracção.

Entretanto, o Luís começou a criar um cantinho de parto junto às escadas para a mezzanine. Pendurou um pano bonito, trouxe o WC portátil, estivou um colchão com resguardo ao lado das escadas e outro ao comprido ao lado da cama.

Deitei-me lá, a sentir contracções cada vez mais próximas e fortes. Queria deitar-me mesmo, mas a pressão dentro de mim ficava quase insuportável. A posição menos incómoda era de joelhos no colchão e inclinada com os cotovelos na cama.

Comecei a sentir tudo a acontecer muito rápido e cheio de intensidade. Afinal, o Luís tinha razão em pensar que não faltava muito tempo para o nascimento.

De repente, logo depois de uma contracção em que estava com a cara na cama, senti vontade de vomitar. Fiquei aflita e agradecida pelo segundo resguardo que o Luís tinha colocado.

As recordações são muito vagas e misturadas, mas sei que estive ali algum tempo no colchão, com contracções cada vez mais fortes.

Muito desse tempo estiveram, junto a mim e ao Luís, a Violeta e a Maira, muito lindas e felizes e entusiasmadas com a perspectiva de finalmente o bebé estar quase cá. Faziam perguntas e eu explicava com crescente dificuldade que o que estava a acontecer era o meu corpo a abrir para deixar sair o bebé.

Tanto estava com imenso calor como tremia cheia de frio. O Luís tapava-me com umas mantas e eu pouco depois logo as tirava, a suar.

Quando estava quase a deixar de conseguir lidar com as meninas com tranquilidade, o Simão teve a ideia de as levar a passear os cães. Foi muito bom ficar só com o Luís. A Daniela ficou lá fora, caso precisássemos dela.

De repente, senti novamente vontade de fazer cocó. Levantei-me com muita dificuldade e dei os dois passos até à sanita. Sentei-me, fiz cocó e aí começou. Do nada, o meu corpo começou a fazer força sózinho! Fiquei bastante assustada com toda aquela intensidade e com o facto de que aquilo acontecia independentemente de mim e de qualquer meu esforço consciente. Com a força saía-me também um urro das profundezas do meu ser. Não conseguia sair da sanita.

Assim se passaram algumas contrações, bastante espaçadas entre si, mas super fortes em intensidade de puxo. Acho que nessa altura o Luís me perguntou se queria que chamasse a Daniela para dentro, mas disse que não.

Finalmente consegui sair da sanita, mas fiquei ali empancada, de pé agarrada à escada sem me conseguir mexer, com contracções poderosíssimas, independentes de mim, que me faziam dobrar as pernas e agarrar com toda a força à madeira.

O Luís, sempre presente e sempre atento a tudo o que pudesse precisar, ajudava-me a não sentir tão assustada, mas mesmo assim estava com algum medo. Por causa da intensidade de tudo e também de não ser capaz de fazer a força certa quando fosse o momento de a fazer. Acho que o facto de me sentir incerta quanto ao puxar deixou esse espaço livre para o meu corpo animal, que assim tomou conta da situação.

O Luís perguntou-me se queria sentar na mesma posição da outra vez (no parto da Violeta ela nasceu estando eu reclinada de costas para o Luís), mas eu continuava sem conseguir largar a escada, por isso disse que não. Pouco tempo depois, ele disse-me que ia chamar a Daniela, pois tinha que ir à casa de banho.

Ela chegou e ficou ao leu lado e trazia consigo uma sensação de tranquilidade que me ajudou muito no resto do tempo, sempre com um sorriso lindo nos lábios. Depois ela disse-me que, quando entrou, já se via um bocado de rolhão mucoso pendurado entre as minhas pernas.

Entretanto, o Luís voltou e eu disse-lhe que agora já queria ir para a posição da outra vez. Muito devagarinho, lá me sentei/deitei no colchão, com o Luís por trás de mim a apoiar (em muitos sentidos!).

As contrações continuaram mesmo muito fortes, saíam-me sons guturais com a força do meu corpo a puxar. Mas eram espaçadas, comparativamente ao parto da Violeta, em que vinham todas seguidas. Aqui vinha uma, como uma onda que pegava em mim e me arrastava até me largar durante uns largos minutos e aí regressar com mais força ainda.

Sei que olhava para a Daniela com cara de pânico, lembro-me de pensar que estaria seguramente com cara de medo, sempre que a onda me levava na sua força, mas a Daniela respondia ao meu olhar com um sorriso cheio de paz, como a dizer sem palavras que estava tudo bem.

Não era uma sensação de dor, mas também não é que não fosse. Era uma intensidade bruta que me abria sem controlo. E por ser tão diferente da primeira vez e tão mais forte é que me assustava. Pouco depois, a Daniela disse que já se via a cabecinha. Olhei para o Luís e sorri com o que depois ele descreveu como um sorriso meio esgar e fiquei tão feliz por estar quase! Saber isso deu-me força e alguma tranquilidade.

Uma ou duas contracções depois, senti o anel de fogo, sabia que era sinal de que vinha aí a cabeça, por isso puxei conscientemente pela primeira vez. A cabeça saiu, rápido e fácil, e puxei segunda vez e saiu o corpo para as mãos da Daniela.

Eu estava a olhar para baixo e vi-o sair, arroxeado e lindo, com a cabeça pontiaguda da passagem, parecia um inca muito antigo, com coxas grossas e a chorar. Agarrei nele e ri-me tanto! O Luís disse que era um menino! Um menino, temos um menino, e ria-me sem parar! Eram 4h30 da tarde e estava um sol radioso lá fora!

Embrulhado numa fralda e numa mantinha, ainda estava a placenta dentro de mim e já estava ele agarrado à mama. Acho que ele chuchava no dedo dentro da barriga, pois essas primeiras vezes que agarrou a mama o dedo ia também para a boca, no dia seguinte já não o fazia.

Entretanto, o Luís e a Daniela trocaram de lugar, para que ele pudesse descansar um pouco da posição e também buscar a tigela para receber a placenta.

Esperámos cerca de meia hora pelo nascimento da placenta, que saiu com uma única contracção. Logo depois dela saiu o que me pareceu uma quantidade considerável de sangue, mas logo parou e podia sentir o útero a contrair enquanto o bebé mamava.

Waiting for the Placenta

Tínhamos decidido antes usar um fio de algodão grosso esterilizado para atar o cordão umbilical. Foi o que fizemos, mas enquanto o Luís dava o nó mais perto do umbigo, o fio rompeu-se. Não nos apercebemos no momento, mas isso deu um pequeno esticão no cordão. Deu-se o segundo nó e o Luís pôde cortar o cordão umbilical.

Estava ele a começar a limpar o sangue e a preparar-se para levar a placenta, quando as meninas regressaram do passeio. Ele pediu-lhes que esperassrm só um pouco e terminou rapidamente de limpar o nosso espaço.

Então vieram elas e foi muito lindo ver a reacção da Violeta ao conhecer o seu maninho. Fez-lhe festinhas e deu-lhe beijinhos com uma cara de mega felicidade. Também a Maira estava muito feliz. E foi bonita também a reacção da cadelita Água. Eu não vi, mas o Luís contou que, mal o bebé saiu e começou a chorar, ela se levantou com um ar muito aflito e o veio cheirar. Logo depois veio também a Pedra encostar o nariz à cabeça do bebé.

Fiz xixi e passei para a cama e foi nesse momento que reparámos que havia sangue na zona onde o cordão umbilical se junta à barriga. Sei que alguma quantidade de sangramento da base do cordão é indicativa de transporte para o hospital por possibilidade de prolapso intestinal. Ficámos bastante preocupados e telefonámos a uma amiga médica, de forma a melhor avaliar o que devíamos fazer. Ela deu-nos instruções para verificar se havia ainda sangramento e, se este não parasse com pressão continuada, devíamos ir para o hospital. No entanto, o sangue não fluía, o bebé estava a mamar bem e eu sentia-o bem e tranquilo, por isso também nós acabámos por relaxar. Tivemos muita atenção e cuidado com o cordão nos dias seguintes, untámos a ferida com mel que é cicratizante e em pouco tempo curou e o cordão caiu ao quinto dia.

O Ravi («sol» em sânscrito) nasceu com 51cms e pesava 4,100kgs antes de completar o terceiro dia, que foi quando o pesámos e quando me subiu o leite. Eu não rasguei e senti-me recuperada ainda mais rapidamente do que depois do parto anterior. Ele é um bebé muito tranquilo, dorminhoco e mamão, um bebé feliz e sorridente! Bem-hajas, Grande Espírito.

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When I found out I was pregnant for the second time, I knew in my heart that it would all go well and that only we would be present, no need for a midwife. This was a pondered, conscious decision that was not taken lightly and without profound consideration.

We invited four close friends to come in the week I thought the birth was going to happen. The four of them accepted and we all had a fun «birth festival», yet that week came and went without signs of impending labor. So they all went back to their lives except for Daniela and her family, who had arrived a few weeks before and remained with us. It happened like this and was perfect.

I live at the top of a mountain, at the end of a 2km long track, so the car rides had become hard for some months already. I didn’t leave home for many weeks before the birth.

Friday the 11th of March 2017, I started to have small losses of liquid, just like at the end of the previous pregnancy. They were very small, but forced me to wear pads.

I was feeling very peaceful those days, although really heavy and hard to move, my ankles were a little swollen and it was increasingly difficult to find a confortable position.

The next Sunday we decided to go out for groceries and, for the first time in a long while, I felt like going. It was really fun and after shopping was done we all went for a picnic by the river.

During the night, from Sunday to Monday, the 14th of March, it all started! I was 42 weeks and one day. A small flow of liquid coming out woke me up. I opened my eyes and felt another and then another. I got up because I didn’t want to wet the bed, placed my hand between my legs and a lot more came out. I walked to a carpet and even more flowed to the floor. My waters had broken!

Luís came to meet me, but since nothing much was happening, we went back to bed, him at the mezzanine and me below with Violeta.

Around 4am, a contraction woke me up. After a while, there came another one. I woke Luís up and went to join him at the upper bed. We were checking the time between contractions and it was varying from 12 to 20 minutes apart. One or two hours later, however, the time between them was around half an hour, so I went back downstairs and we kept sleeping, although I was awoken by each contraction.

By morning, they kept on going, not very regular, but always present. It was a hot sunny day! I remember it felt so good to stand by the doorway, looking at the mountain feeling the warming effect of the sun rays.

After breakfast I went to do a poo (one of the many I had until the baby was delivered) and after went for a walk to the river. Luís and Violeta went with me and Daniela and little Maira were already there.

I stayed there for a while, having contractions while standing up, leaning on the shale wall. Shortly after I went back up to the house. I wanted to find a position where I could rest the lower part of my body and feel confortable. I was feeling quite restless, not being able to stand still. I walked a bit around the house looking at the flowers and had to use the toilet twice again.

After we all had lunch, but I bearly have memory of it. I know that I ate a little and was feeling uncomfortable because of having to sit down. Daniela made Naoli’s birth tea, but I didn’t feel like drinking it.

After lunch, Luís was saying that it seemed to him that the baby wouldn’t take long to arrive, but I was answering that it didn’t seem so to me, that it would still be long. I was feeling like lying down to sleep, but it was terrible to be horizontal while having a contraction.

In the meantime, Luís started to create a birth corner by the stairs to the mezzanine. He hung a beautiful fabric, brought in the portable toilet, put a mattress with waterproof cover next to the stairs and another one alongside the bed.

I lay there, having contractions every time closer together and stronger. I really wanted to lie down, but the pressure inside me was almost unbearable. The least uncomfortable position was kneeling on the mattress with my elbows on the bed.

I started to feel everything happening very fast and full of intensity. After all, Luís was right to think it would not take long until the birth.

All of a sudden, right after a contraction when I was with my face to the bed, I felt an urge to vomit. I was relieved and thankful for the second waterproof blanket Luís had placed there.

Memories became vague and all mixed together, and I stayed there on the mattress, feeling stronger contractions.

Most of this time, Violeta and Maira were with me and Luís, so beautiful and happy and thrilled that finally the baby was almost arriving. They kept asking questions and I was telling them with growing difficulty that what was happening was my body opening up so the baby could come through.

Sometimes I felt really hot and the next moment was trembling with cold. Luís would cover me with a blanket and shortly after I would push it away, sweating.

When I was almost not able to cope with the girls anymore, Simão had the idea to take them to walk the dogs. It was really good to be alone with Luís. Daniela stayed outside, in case we needed her.

Suddenly, I felt again an urge to go to the toilet. I stood with difficulty and walked the two steps to the toilet. I sat and pooed and then it started. From nothing, my body started to push all by itself! I was quite scared with all that intensity and the fact that it was happening without any intervention from myself or any conscious effort. While pushing, a roar would come from the depths of my being. And I couldn’t leave the toilet.

Some more contractions went by like this, fairly spaced apart, but super strong in the magnitude of the pushing strength. I think that by that time Luís asked me if I wanted him to call Daniela inside, but I said no.

I finally managed to get off the toilet, but was there stuck, standing grabbing the staircase not able to move, feeling overwhelming contractions, independent of myself, that made me bend my legs and hold on to the wood with all my might.

Luís, always present and always watchful of what I might need, would help me not to feel so scared, but even so I was feeling some fear. Because of the intensity of it all and also of not being able to push the correct way when the moment came. I think now that because I was feeling uncertain about the pushing, my animal body took hold of the situation.

Luís asked me if I wanted to sit in the same position as before (at Violeta’s birth she was born while I was reclined with my back to him), but I still couldn’t let go of the staircase, so said I didn’t. Shortly after, he said he was going to call Daniela, because he had to go to the bathroom.

She arrived and stood besides me and brought with her a feeling of peacefulness that was very helpful , always with a smile on her lips. After she told me that, when she entered the room, there was a piece of the mucous plug hanging from between my legs.

In the meanwhile, Luís came back and I told him that now I wanted to go to same position as the other time. Very very slowly I sat/lay on the mattress, with Luís behind supporting me (in many ways!).

Contractions kept on going very strong, roars coming out of me with the power of my pushing body. BUt they were spaced apart, especially compared with Violeta’s birth, when they were coming all in a row. Now one came, like a wave that would get hold of me and would drag me away until it would let me go a few minutes after and then come back again yet stronger.

I know I was looking to Daniela with a panicky face, I remember thinking I was surely with a scared face, everytime the wave would take me with it’s strength, but Daniela would reply to my look with a smile full of peace, saying without words that all was well.

It was not a sensation of pain, but not that it wasn’t. It was a raw intensity that opened me without control. And because it was so different from the first time and so much stronger I was scared. Shortly after, Daniela said she could see the head. I looked at Luís and smiled with what he later described as a crooked half smile and felt so happy to know that it was almost over! Knowing this gave me strength and some tranquility.

One or two contractions later, I felt the ring of fire, I knew it was a sign that the head was coming, so I consciously pushed for the first time. The head came out, quik and easy, I pushed for a second time and there came the body to Daniela’s hands.

I wsa looking down and watched him come out, purple and beautiful, the pointy head of the passage, looked like an ancient Inca, thick thighs and crying. I grabbed him and laughed so much! Luís said it was a boy! A boy, we had a boy, and I would laugh away! It was 4:30pm and the sun was shining magnificently outside!

Wrapped in a diaper and a little blanket, the placenta was still inside me and he was already sucking on my breast. I think he used to suck on his thumb inside the belly, because those first few times he nursed, his finger would also go to the mouth, but by the following day he had lost it already.

In the meanwhile, Luís and Daniela swaped places, so that he could rest a bit from the position he was in and also so that he could go and get the bowl for the placenta.

We waited about half an hour for the birth of the placenta, that came out with only one contraction. Immediately after it came what seemed to me a considerable amount of blood, but then it stopped and I could feel the uterus contracting as the baby nursed.

We had decided to used a thick cotton thread to tie the umbilical cord. And so we did, but while Luís was tying the knot closer to the baby’s belly button, the thread broke. We didn’t notice at this time, but this made the cord pull a bit on the navel. The second knot was tied and Luís cut the cord.

He was starting to clean the blood and getting ready to take away the placenta when the girls came back from their walk. He asked them to wait just a bit and finished quickly to clean our space.

Then they came and it was so beautiful to see Violeta meeting her little brother. She caressed his head and kissed him, very happy. Also Maira was thrilled to get to finally see the baby. And it was also beautiful how Água the dog, as the baby came out and started to cry, got up really worried and came to sniff him. Shortly after also Pedra came to touch his head with her nose.

I went to pee and moved to the bed and it was then that we noticed there was blood in the area where the umbilical cord connects to the baby’s belly. I know that some amount of bleeding from the base of the cord is indicative of transport to the hospital because of possible intestinal prolapse. We were quite worried and called a doctor friend over the phone, in order to better evaluate what to do. She instructed us to check if there was still bleeding and, if it didn’t stop with continuous pressure, we should go to the hospital. However, the blood was not flowing, the baby was nursing peacefully and I felt he was well, so we eventually relaxed. We were very careful with the umbilical cord in the following days, anointed it with honey which is healing and shortly the wound healed and the cord stump fell in the baby’s fifth day of life.

Ravi («sun» in Sanskrit) was born 51cms and weighing 4,100kgs before completing his third day, when we weighed him for the first time and when my milk came. I didn’t tear and was feeling recovered even faster that after the previous labor. He is a peaceful baby, sleepy and loves to nurse, a happy smiley baby! Thank you, Great Spirit.

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