Uma mulher em trabalho de parto geme, sôfrega, animal, recolhida na sua esfera de mulher-ser prestes a (re)nascer mulher-mãe, partilhando em seu exterior uma dor que lhe vem das entranhas da carne. O som que ela emite pode, no primeiro impacto, parecer sofrimento. No entanto, quando escutado com o coração, ele é, na verdade, o som do primeiro encontro. O som do Corpo e da Vida, do corpo que dá vida.
Quando se olha de frente a naturalidade deste processo em que abrimos o ser para uma nova vida, o maior medo parece residir na dor, misteriosa e indescritível, a ele associada. A escolha de não recorrer a métodos químicos de alívio da dor no decorrer de um parto natural é vista como um acto de coragem. E, com tal perspectiva entretanto generalizada, parece que o parto natural se tornou algo de anormal.
Medo da dor, do desconhecido da dor, é fruto de influências culturais (testemunhos, filmes, etc) que não estimulam a aceitação da dor como algo natural que acompanha o processo fisiológico do parto. Aliás, esse medo, alimentado pela nossa cultura, poderá afectar a própria dor no parto. Grantly Dick-Read, autor de “Childbirth without fear”, defende que a dor sentida no parto não é apenas física, mas poderá ser intensificada pelas mensagens culturais que recebemos e experiências de vida pelas quais passámos. Vários estudos revelam que o medo do parto resulta na mulher sentir a dor mais intensamente e ter uma experiência de parto menos positiva. E, para estas mulheres, a memória da dor permanecerá por muito mais tempo.

Parto traz dor. Mas porquê?

Eternizada está a dor no nome de Maria das Dores, a “virgem que sofre por algo”, a “martirizada”. E, no entanto, a dor (do parto) foi prevista pela Natureza. Porquê?
Na idade contemporânea, a remoção de rituais que até aí acompanhavam a mulher na preparação para o período transitório mais significativo da sua vida – a chegada da maternidade – roubou o tempo para a bênção ou apoio a essa mudança, o que acabou por diminuir a importância e a profundidade física e psicológica do evento. Tal sucede numa sociedade em que essas mudanças de “estado” são vistas como algo natural e não enquanto factor de tomada de consciência e celebração. A mulher-futura mãe é, muitas vezes e em resultado da cultura vigente, deixada sozinha nesse processo de consciencialização do milagre do parto, acabando por o vivenciar de uma forma que fica aquém de todo o seu significado. E compreender a dor faz parte da intensidade da experiência.

No parto, as sensações corporais são, de facto, extremamente intensas, conduzindo a um estado de consciência alterado (“partolândia”), a uma experiência simbólica de morte e renascimento, a uma auto-transcendência ou sentimento extasiante de conexão e unidade. A dor no parto é um processo que nos liga ao momento presente, faz interiorizar a experiência e nos permite um foco imediato e inexorável. Ela mostra o caminho a ser percorrido pelo corpo durante o processo. Ensina em que melhor posição ficar, qual o momento de fazer força, o que fazer para facilitar o processo fisiológico do nascimento do bebé. Quando em ambiente de tranquilidade e entrega, o corpo sabe o que tem de fazer. E é este desenrolar natural dos nossos processos mais intrínsecos que nos protege. A recordação da dor desvanece-se, assim, muito rapidamente. A dor do parto é algo que escapa à memória, como se o parto, ainda que muito intenso, tivesse sido pensado para não traumatizar as mulheres e estas continuassem a querer ter mais filhos.
A contração é um mecanismo que indica ao bebé que o processo decorre com normalidade. O bebé está em plena consciência e atravessa, com a ajuda da mãe, segundo um programa biológico definido, o canal do nascimento. Contração é uma onda que vem aos poucos, que atinge um clímax, que alivia suavemente. É um jogo entre mãe e filho, uma parceria que define o decurso do parto. A sua dor dá tréguas, para a mulher recuperar energias. Normalmente uma contração fortíssima é seguida por uma mais amena. O corpo vai-se adaptando aos vários níveis de dor.

Eugène Marais (1871-1936), naturalista, advogado e poeta sul-africano, escreve: “Descobrimos que a dor de parto será o mecanismo que abre as portas para o amor materno em todos os animais, desde a rainha das térmitas até à baleia. Caso a dor seja negligenciável, o amor materno e o cuidado manifestar-se-ão de forma mais enfraquecida.” Será esta a razão pela qual tantas mães lutam com depressão e sentimentos de desconexão em relação aos seus bebés após uma epidural durante o parto ou anestesia durante uma cesariana? Marais acreditava que o amor materno era o resultado da experiência da dor durante o trabalho de parto e nascimento e que a dor era o elemento-chave para o comportamento protector e conector da mãe para com a sua cria. Marais executou experiências em mamíferos que vieram a comprovar a sua teoria. A ausência de dor terá mesmo conduzido a rejeição e consequente abandono de crias por parte das suas progenitoras. Em partos tão intervencionados como os da nossa cultura actual, nos quais os nascimentos medicalizados são uma rotina, será que, por isso, haverá tantas mães que revelam sensações de ambivalência para com os seus filhos e que apenas a forte componente sócio-cultural racional as leva a não os abandonar?

O processo fisiológico da dor

A dor no parto apresenta duas componentes:

– a dor visceral, que ocorre durante o início da primeira fase do parto, derivada da dilatação do cérvix e do segmento uterino baixo, difusa e não facilmente localizável;

– a dor somática, que acontece durante o fim da primeira fase e da segunda fase devida aos alongamento e distensão dos pavimento pélvico, períneo e vagina, sendo uma dor aguda e facilmente localizável que se manifesta com o percurso descendente do bebé. Nesta fase, o útero contrai-se mais intensamente de uma forma regular e rítmica.

Há impulsos que são transmitidos ao cérebro via trato espinotalâmico. A transmissão para os sistemas hipotalâmico e límbico é responsável pelas respostas emocionais e automáticas associadas ao estímulo da dor. Hormonas possuem um efeito directo sobre a forma como a dor é sentida durante o parto. A hormona beta-endorfina, um neurotransmissor, é um opiáceo ou anestésico segregado naturalmente pelo organismo durante o parto que diminui a sensação dolorosa e facilita sensações de bem-estar e relaxamento. A sua produção constitui um mecanismo que não deveria ser interrompido ou intervencionado.
Uma intervenção traduz-se na interrupção de um processo fisiológico que pode acarretar consequências na medida em que o parto natural já não pode acontecer. Mulheres que tiveram partos vaginais não medicados estão mais propensas a esquecer a dor no parto. Receber analgésicos (epidural) poderá levar a que as mulheres se sintam desconectadas do processo de parto e estarão mais propensas a lembrar-se do parto como algo doloroso. O corpo científico já há muito que fala no efeito da epidural sobre as hormonas segregadas e em como uma cascata de efeitos poderá interferir com a produção de endorfina e mesmo oxitocina durante os parto e nascimento1. Além disso, a epidural no parto está associada a um aumento na duração da segunda fase do parto e a uma subida de parto vaginal instrumentalizado. O uso de analgésicos aparece também associado a uma necessidade crescente de estimulação do próprio parto e das respectivas contrações.
O parto, assim, afasta-se do seu decorrer fisiológico e natural. A mulher, sujeita a um anestésico, é afastada do sentir, do poder, do querer. A linguagem sapiente das sensações com que o seu corpo comunica com ela é abafada. A mulher não sente e, com isso, ela deixa-se conduzir por mãos estranhas e energias que não são as dela e do seu bebé. Ao querer afastar-se da dor, ela também se distancia da própria capacidade natural de gerir o processo de dar vida. É assim que intervenção gera mais intervenção.

Foto tirada daqui

Saber lidar com a dor

Naoli Vinaver, parteira mexicana, diz: “Cada parto é um pacote perfeito e individualizado para preparar aquela mulher que está a parir a ser a mãe da criança que está a nascer.” As mulheres que tiveram a oportunidade de mergulhar dentro de si mesmas, de sentir a emoção de ver a vida a fluir através delas, lembram com alegria o nascimento dos seus filhos, apesar da dor.
Um trabalho de consciencialização prévia permite aceitar a inevitabilidade da dor. Uma perspectiva positiva e uma pré-disposição para aceitar e dar conduzirão a uma maior capacidade de lidar com essa dor. Esta traz uma sensação de empoderamento. A mulher tem no parto uma oportunidade de superar o insuperável. A forma como interpretamos a dor tem tudo a ver com o modo como respondemos a ela e isto é influenciado pelas nossas expectativas e emoções na forma como a vivenciamos.
Quando a mulher se sente confiante no seu corpo e apta a se expressar livremente sem inibições, recebendo um apoio adequado, amoroso e experiente, após se ter voluntariamente submetido a um processo mental e espiritual de preparação e entendimento em relação à dor, a dor que ela possa sentir transforma-se em algo suportável, será apenas uma parte do processo de nascimento. Ela poderá, então, responder instintivamente através dos seus próprios recursos, incluindo as suas ferramentas mais essenciais e acessíveis: a respiração, o som e o movimento.
Existem e foram explorados durante séculos modos diversos de lidar com a dor. Pode recorrer-se a massagens com óleos, a calor com imersão em água quente, a técnicas de respiração, à meditação, à acupunctura, à hipnose (hypnobirthing), à técnica do rebozo. A assistência de uma doula que ofereça um companheirismo físico, mental e espiritual fará igualmente toda a diferença na conquista de uma auto-confiança profunda. Ou o simples facto de se poder desfrutar de liberdade de movimentos já permite aos ensinamentos do corpo fluírem nas posturas que a mulher escolhe no momento da manifestação da dor. Luz apropriada (fosca) também auxilia a atenuar a intensidade do momento e a trazer a mulher a um estado mais instintivo.

E é de instinto que se trata. Aceitar a dor é confiar nele.

“Mulheres que estejam bem preparadas nos seus corpos, mentes e espíritos podem vivenciar o parto como um evento profundamente comovente e empoderador.”2

Foto tirada daqui

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Testemunhos de mulheres que escolheram parto natural sobre a dor que sentiram3:

“É dor, mas há tanto amor envolvido. Tudo se abre, a dor desaparece, sem desespero. Respirar fundo, soltar o ar, dar um grito. E a dor passa.”

“A dor do parto é grande, mas ela traz consigo o seu filho. Não é qualquer coisa. A dor tem um propósito. O propósito do nascimento.”

“Quando as dores estão mais profundas já na fase final do parto, você sente mais força e essa força excede o nosso entendimento.”

“Se a dor estiver insuportável e achar que já não aguenta mais, pense que o seu filho está prestes a nascer.”

“Parece masoquismo, mas o processo é muito visceral, é tão eu.”

“Dor não significa que o momento está a ser mau. Apenas intenso.”

“É uma dor de chegada, de aproximação, do nascimento de mãe e filho.”

“A dor é um momento único de recolha interior.”

“A dor de parto é uma dor de saúde, de vida, e dá-te energia e alegria para parir o teu bebé, ela fortalece-te.”

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”

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Fontes de inspiração:

1 https://sarahbuckley.com/epidurals-risks-and-concerns-for-mother-and-baby/

2 spiritualbirth.net

3 Dor do Parto (depoimento de 12 mulheres que pariram naturalmente) – Instinto Fotografia https://www.youtube.com/watch?v=aiISlvddgPM&fbclid=IwAR0311OsUb1vg6SlvaQ9zyyZ70pU4L2M9sgUs5b4DcvlArgF8_FLhnlMFYQ

 

 

Pain in childbirth: Between inevitability and suffering

A woman in labour groans, self-absorbed, animalesque, withdrawn in her own private sphere of woman-being about to be (re) born woman-mother, sharing out a pain that comes from the bowels of the flesh. The sound she emits may, at first, seem like pain. However, when listened to with the heart, it is, in fact, the sound of the first encounter. The sound of the Body and Life, the body that gives life.

When we look at the naturalness of this process in which we open ourselves to a new life, the greatest fear seems to lie in the mysterious and indescribable pain associated with it. The choice not to resort to chemical methods of relief during natural childbirth is associated with courage. And from such a coomon perspective, it seems that natural childbirth has become something abnormal.

Fear of pain, of the unknown of pain, is the result of cultural influences (testimonies, films, etc.) that do not stimulate the acceptance of pain as a natural accompaniment to the physiological process of childbirth. In fact, this fear, fuelled by our culture, can affect our own pain in childbirth. Grantly Dick-Read, author of “Childbirth without fear,” argues that the pain experienced in childbirth is not only physical, but can be enhanced by the cultural messages we receive and life experiences we have experienced. Several studies have found that fear of childbirth results in the woman feeling the pain more intensely and having a less positive birth experience. And for these women, the memory of pain will remain much longer.

Childbirth brings pain. But why?

Eternalized is the pain in the name of Mary of Sorrows (“Maria das Dores” in Portuguese), the “virgin who suffers for something,” the “martyred.” And yet, pain (of childbirth) was predicted by Nature. Why is that?

In modern times, the removal of rituals that hitherto accompanied a woman in preparation for the most significant transitional period of her life – the arrival of motherhood – stole the time for blessing or support for this change, which ultimately diminished the importance and the physical and psychological depth of the event. This happens in a society in which these changes of “state” are seen as something natural and not as a factor of awareness and celebration. The woman-mother-to-be is often, and as a result of the current culture, left alone in this process of awareness of the miracle of childbirth, ending up experiencing it in a way that falls short of all its meaning. And understanding pain is part of the intensity of experience.

In childbirth, bodily sensations are in fact extremely intense, leading to an altered state of consciousness (“Labour Land”), a symbolic experience of death and rebirth, a self-transcendence or ecstatic feeling of connection and unity. Pain in childbirth is a process that connects us to the present moment, makes us internalise the experience and allows us an immediate and inexorable focus. It shows the way through which the body is going during the process. It teaches the best position to adopt, when to stretch, what to do to and facilitates the physiological process of the baby’s birth. When in an environment of tranquillity and surrender, the body knows what it has to do. And it is this natural unfolding of our most intrinsic processes that protects us. The memory of pain fades, so very quickly. The pain of childbirth is something that escapes the memory, as if delivery, although very intense, had been thought not to traumatise women so that they continue to want to have more children.

A contraction is a mechanism that tells the baby about the normality of that process. The baby is in full consciousness and crosses, with the help of the mother, according to a defined biological program, the birth canal. Contraction is a wave that comes slowly, reaches then a climax and relieves smoothly. It is a game between mother and child, a partnership that defines the course of childbirth. This pain declares a truce, so that the woman regains her energy. Usually a very strong contraction is followed by a milder one. The body adapts to the various levels of pain.

Eugene Marais (1871-1936), a South African naturalist, lawyer and poet, writes: “We have discovered that birth pain will be the mechanism that opens the door to maternal love in all animals, from the termite queen to the whale. If pain is negligible, maternal love and care will manifest more weakly.” Could this be the reason why so many mothers struggle with depression and feelings of disconnection from their babies after an epidural during childbirth or anaesthesia during a caesarean section? Marais believed that maternal love was the result of the experience of pain during labour and birth and that pain was the key element to the protective and connecting behaviour of the mother towards her offspring. Marais performed experiments on mammals that came to prove his theory. The absence of pain has even led to the rejection and consequent abandonment of chicks by their parents. In deliveries as intervened as those of our present culture in which medicalised births are routine, could this explain why there are so many mothers who show feelings of ambivalence toward their children, and that only the strong socio-cultural rational component leads women not to abandon their offspring?

The physiological process of pain

Pain in childbirth has two components:

– the visceral pain, which occurs during the onset of the first stage of labour, arising from dilation of the cervix and the lower uterine segment, which is diffuse and not easily localised;

– the somatic pain, which occurs during the end of the first phase and the second phase due to stretching and distention of the pelvic floor, perineum and vagina, being an acute and easily localizable pain that manifests with the descending path of the baby. At this stage, the uterus contracts more intensely in a regular and rhythmic manner.

There are impulses that are transmitted to the brain via a spinothalamic tract. This transmission to the hypothalamic and limbic systems is responsible for the emotional and automatic responses associated with the stimulus of pain. Hormones have a direct effect on how pain is experienced during labour. The hormone beta-endorphin, a neurotransmitter, is an opiate or anaesthetic naturally secreted by the body during childbirth that decreases painful sensation and facilitates feelings of well-being and relaxation. Its production is a mechanism that should not be interrupted or intervened.

An intervention is the interruption of a physiological process that can have consequences to the extent that natural childbirth can no longer happen. Women who have had unmedicated vaginal births are more likely to forget the pain in childbirth. Receiving painkillers (epidurals) could lead to women feeling disconnected from the labour process and more likely to remember childbirth as painful. The scientific body has long talked about the effect of epidural on secreted hormones and how a cascade of effects may interfere with the production of endorphin and even oxytocin during labour and delivery1. In addition, the epidural at delivery is associated with an increase in the duration of the second phase of labour and an increase in instrumentalised vaginal delivery. The use of analgesics is also associated with a growing need to stimulate labour and its contractions.

Childbirth thus pulls away from its physiological and natural course. The woman, subject to an anaesthetic, is removed from the feeling, the power, the will. The sapient language of the sensations with which her body communicates with her is muffled. The woman does not feel, and with that she lets herself be led by strange hands and energies that are not hers nor her baby’s. By wanting to move away from pain, she also distances herself from her own natural ability to manage the process of giving life. This is how intervention generates more intervention.

To deal with pain

Naoli Vinaver, a Mexican midwife, says: “Each birth is a perfect and individualised package to prepare the woman who is giving birth as the mother of the unborn child.” Women who have had the opportunity to dive into themselves, to feel the thrill of seeing life flowing through them, they joyfully remember the birth of their children despite their pain.

Conscientious work during pregnancy allows one to accept the inevitability of pain. A positive outlook and a willingness to accept and give will lead to a greater capacity to deal with this pain. This brings a sense of empowerment. The woman has in childbirth an opportunity to overcome the unsurpassed. The way we interpret pain has everything to do with how we respond to it and this is influenced by our expectations and emotions in the way we experience it.

When the woman feels confident in her body and is able to express herself freely without inhibitions, receiving adequate, loving and experienced support after having voluntarily undergone a mental and spiritual process of preparation and understanding for pain, pain can become something bearable, it will only be a part of the birth process. She can then respond instinctively through her own resources, including her most essential and accessible tools: breathing, sound and movement.

There are various ways of coping with pain that have been explored for centuries: massage with oils, immersion in warm water, breathing techniques, meditation, acupuncture, hypnosis (hypnobirthing), and the rebozo technique can be used. The assistance of a doula who offers a physical, mental and spiritual companionship will also make all the difference in achieving deep self-confidence. Or the simple fact that one can enjoy freedom of movement already allows the body’s teachings to flow in the postures that the woman chooses at the moment of the manifestation of pain. Appropriate (low) light also helps to attenuate the intensity of the moment and bring the woman into a more instinctive state.

It is all about instinct. Accepting pain is trusting our instinct.

“Women who are well prepared in their bodies, minds and spirits can experience childbirth as a deeply moving and empowering event.”2

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Testimonies of women who chose natural childbirth about the pain they felt3:

“It’s pain, but there’s so much love involved. Everything opens, the pain disappears, without despair. Breathe deep, let the air out, give a shout. And the pain passes. “

“The pain of childbirth is huge, but it brings you your child. It’s not just something. Pain has a purpose. The Purpose of Birth. “

“When the pain is deepest in the final phase of childbirth, you feel more strength and that strength exceeds our understanding.”

“If the pain is unbearable and you think you cannot take it any longer, think your child is about to be born.”

“It looks like masochism, but the process is very visceral, it’s me.”

“Pain does not mean the timing is bad. Just intense. “

“It is a pain of arrival, of approach, of the birth of mother and son.”

“Pain is a unique moment of inner recollection.”

“Labour pain is a pain of health, of life, and it gives you energy and joy to give birth to your baby, it strengthens you.”

“Pain is inevitable, suffering is optional.”

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Sources of inspiration:

1 https://sarahbuckley.com/epidurals-risks-and-concerns-for-mother-and-baby/

2 spiritualbirth.net

3 Dor do Parto (depoimento de 12 mulheres que pariram naturalmente) – Instinto Fotografia https://www.youtube.com/watch?v=aiISlvddgPM&fbclid=IwAR0311OsUb1vg6SlvaQ9zyyZ70pU4L2M9sgUs5b4DcvlArgF8_FLhnlMFYQ

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