7 passos para uma amamentação bem-sucedida

(English version below)

Qualquer mãe a amamentar ir-lhe-á dizer que a amamentação é uma das pedras angulares da recém-maternidade. Não se trata apenas de uma forma de alimentar o seu bebé com um dos alimentos mais nutritivos e milagrosos da natureza, também ajuda a si e ao seu bebé a se unir fisica e emocionalmente e a continuar a relação simbiótica que começou durante a sua gravidez.

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Embora nós, seres humanos, amamentemos os nossos bebés desde o início da humanidade, é uma habilidade que aprendemos e reaprendemos com cada bebé a que damos à luz.

Aqui estão algumas ideias que podem auxiliá-la e ao seu bebé a iniciar com sucesso o seu relacionamento de amamentação:

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A dor do parto

Extraído de ‘Sentidos do Nascer. Percepções sobre o Parto e Nascimento‘, uma exposição imersiva e interativa que viajou pelo Brasil em 2015. (English translation below)

Se o parto dói? Sim, sempre doeu. Desde os primórdios da humanidade. A dor, além de sinalizar que o bebé está pronto para nascer, é importante para que a mulher volte sua atenção para dentro de si mesma. A dor do parto desliga os sentidos do mundo, distancia o corpo do que é desnecessário, ajuda a dimensionar a relevância do que é trazer à luz uma nova vida.

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Parceria com site Vida Ativa e primeiro texto

Uma mãe Nasceu desenvolveu uma parceria com o site Vida Ativa onde irá publicar alguns textos sobre a nossa perspectiva e o nosso projecto de informação para futuras mães e pessoas relacionadas com gravidez e partos. Assim, não te admires se vires textos com apenas os primeiros dois parágrafos e o link para o texto inteiro no site VidaAtiva.

Aqui fica o primeiro, esperamos nós de muitos, texto já publicado.

ONDE PÁRA O TEMPO: a noção de tempo na gravidez

O tempo é um tema recorrente na sociedade de hoje. Tudo roda à volta do tempo. Começamos o nosso dia com um alarme que nos diz que horas são, começamos a nossa manhã atrasados para o trabalho, corremos e stressamos e o nosso dia já está marcado, continuamos a correr e a stressar o dia todo. Há tanto para fazer, enchemos as nossas agendas com todo o tipo de reuniões e tarefas e fazemo-nos tão ocupados para podermos fazer parte de uma comunidade stressada sempre em movimento.

Há muito tempo atrás, a natureza determinava a passagem do tempo. A Lua, o sol, as estações determinavam o que plantar, colher e quando, quando trabalhar e descansar. Os seres humanos estavam mais conectados consigo próprios e ouviam os seus corpos, permitiam-se ter tempo para receber o dia a noite, o tempo meteorológico, as estações e afins. Respeitavam a sua própria natureza. Em muitas sociedades, ainda governadas por mulheres, eram elas que conduziam o ritmo da comunidade.

Para ler o artigo total, clica aqui.

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Uma mãe Nasceu developped a partnership with the online site Vida Ativa, where we will publish some texts about our perspective and our information project for future moms and interested people on pregnancy and birth. This way, don’s be surprised if you see our texts with just two paragraphs and the link to their website with the full copy. Here is the first, we hope of many, texts already published.

HOW TO STOP TIME – a notion of time during pregnancy
Time is a current subject in today’s society. Everything comes and goes around time. We start our day with an alarm that lets us know the time, we start our morning late for work, we run and stress and our day is already set, we continue to run and stress all day long. There is so much to do, we fill our agendas with all sorts of meetings and tasks and we make ourselves busy so we can fit in in a ”running and stressed community”.

A very long time ago, nature would determine the passing of time. The moon, sun, seasons would say what and when to plant and to pick, when to work and to rest. Mankind was more connected to themselves and they would listen to their bodies, they would allow themselves to have the time to receive day and night, the weather, the seasons and so on. They would respect their own nature. In many societies, still ruled by women, women would conduct the rhythm of community.
Today, time rules our lives. Clocks, the unnatural speed of processes, the fast and fastest production, the urgency that lies behind everything is really present. We barely have no time to breath with so much to do, to show what we have done and we do not stop to think if this is what we want for ourselves.
And all this speed is very much manifested in today’s pregnancies and births. Babies no longer have the time to show their mothers they are ready to be born. Moms no longer listen to their bodies and their wisdom and few are those that truly connect to their babies but through machines that assure them that all is well with them both. And doctors they just want to rush home to their families, to their days off, to their lives and time is just a detail that everybody can bend. And today women trust more their doctors than themselves.
I am not saying that now everything should go back in time and machines should be set a side. I am not saying that C-sections should not be done or only a natural birth is the way to go. What I want to say is that women should be more in touch with what they want, to what they know and to how they would like to have their babies and that should be respected whenever possible. From pregnancy to labour everything has to take the time that is needed and no baby should be born days, weeks or even months before they are ready for that.
Some time ago a woman I know was sharing how she was in Denmark and she was in her niece’s birth that ocurred in a hospital set. It was a 44 hour birth with a lot of patience and confidence and no one was in a rush, everyone worked for mother and baby to take their time in what was happening and at the end my friend was just happy to be able to see this alive. Her question was very much my own, why should we be surprised because of a 44 hour birth. It was what had to happen and everything was perfect. And above all, everyone was with what was happening, no one wanted to change anything. Every one respected mother baby and time as it was.
Usually we want to avoid pain and get pleasure, so I guess that is why there is so much hurry about a labour setting, moms want to run away from pain, husbands cannot help their wives so they also want it to be fast, doctors try to help by giving their epidurals and cesarians, but why not just being with what is happening at the moment?
Today, we already start seeing some women that are looking for different solutions in their labours, that are questioning their options, that want to respect their bodies, their processes and their own time. And all we need I guess is to know that there are options we can choose from and we do not need to run against time. We can much on the contrary accept things as they happen and that is ok, time is not a problem, it has never been.

Uma Mãe Nasceu presente na ENCA

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Já amanhã Uma Mãe Nasceu  vai estar presente no encontro Nascer em Amor, organizado pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto, que vai ser também o encontro anual da ENCA – *European Network of Childbirth Associations. Será ”um dia de inspiração, partilha e informação, para famílias, profissionais e representantes de organizações da sociedade civil, com um programa internacional, nesta edição com a presença de ativistas de toda a Europa e a partilha de resultados inéditos da pesquisa do projeto OptiBIRTH sobre VBAC (Vaginal Birth After Caesarean – Parto Vaginal Depois de Cesariana)”.

A Roshnii Rose vai levar e entregar os nossos convites para o encontro que queremos promover entre as entidades que trabalham nesta área, a decorrer já esta primavera.  Estamos super ansiosas com esta nossa primeira presença num encontro tão importante.

Podem ler mais sobre o encontro aqui: https://www.facebook.com/events/1768703026786449/ ou https://nasceremamor.wordpress.com/.