“O que tu precisas é de informação e de saber como o teu corpo funciona.”
Kate Evans, autora de “Bump: How to Make, Grow and Birth a Baby”

A viagem da gestação é algo mágico e transformador e culmina num evento que suplanta, em plenitude, qualquer experiência jamais vivida por aqueles que nele assumem um papel activo: o parto, o qual dará a oportunidade ao novo ser de vislumbrar a luz do mundo cá de fora. Ao assumir a escolha de um parto domiciliário, o casal gestante estará a trilhar um caminho que actualmente, ao contrário do que sucedia ainda no início do século passado, já não corresponde ao que é mais usual, ainda que haja novamente cada vez mais casos de nascimentos (acompanhados) em casa registados em Portugal. Nestes moldes, o fenómeno é ainda recente e, como tal, também pela sua natureza inovadora na assumida busca de uma reaproximação ao processo fisiológico e, logo, natural, de trazer vida, aporta consigo alguns desafios importantes e que constituem elementos a considerar aquando de uma tomada de decisão consciente.

Poder-se-á agrupar os desafios a ter em conta nos quadrantes seguintes:

Desafios técnicos:

– Análise: será o parto em casa realmente a opção apropriada?

É fundamental proceder previamente a uma análise exaustiva de diversos elementos por forma a decidir se realmente o parto domiciliário será o cenário que mais se adequa ao seu caso. Há que tomar em consideração factos como uma gravidez saudável e de baixo risco, um corpo materno saudável, um corpo do bebé saudável, etc.

– Escolha do(s) profissional(is) adequado(s) (caso se opte por um parto domiciliário assistido):

Assim que se decidir por um parto em casa acompanhado, será importante procurar atempadamente um ou vários profissionais adequados que tragam experiência relevante e assumam uma atitude positiva para com a prática. Lembre-se que não estará a lidar com uma estrutura já estabelecida de pessoal volante e sim com alguém que irá acompanhar todo o seu processo de gestação até à chegada do seu filho (e, à partida, a fase do puerpério) de forma altamente personalizada. Assim, o profissional requererá possibilidades de planeamento e conciliação com a sua actividade.

– Comunicação com o(s) profissional(is) e plano de contingência:

Mantenha o contacto constante com o(s) profissional(is) e relembre-o(s), pouco antes da data provável do parto, que o dia está na iminência de chegar (caso o trabalho de parto não o anteceda). Aborde também a possibilidade de elaboração de um plano de contingência (para o caso de o profissional não poder estar presente). Deverá haver uma segunda pessoa disponível.

– Preparação do parto em conjunto com o(s) profissional(is):

Os aspectos do parto por si idealizado deverão ser preparados num trabalho conjunto com a(s) pessoa(s) que deseja envolver. Elabore um plano e discuta ideias sobre como o parto se desenrolará:

  • Equipamento (piscina, panos, banco de parto, etc)
  • Comunicação (diálogo/explicação versus silêncio, como lidar com determinadas situações, etc)
  • Métodos (toque, aparelhos de auscultação, …)
  • Terapias de alívio de dor (massagem, acupunctura, …)

Tente perceber quais as ferramentas que poderão ser disponibilizadas pelo(s) profissional(ais) com o(s) qual(is) optou trabalhar.

Esta é uma situação totalmente nova para si e dever-lhe-á encher de uma sensação incrível de empoderamento.

– Garantia de um acesso fácil a estruturas hospitalares no caso de uma emergência:

Em caso de necessidade, poderá ter de recorrer aos serviços hospitalares no decorrer do seu trabalho de parto. É crucial aqui confiar na avaliação do profissional que está a acompanhar o nascimento e, mais importante ainda, aceitar, no seu âmago, que tal pode suceder, abraçando interiormente esta possibilidade e apaziguando-se com ela. Elabore um plano, incluindo os meios de transporte, para que seja fácil a acção em caso de urgência. O bem-estar da mãe e do bebé deverá estar, em todos os momentos do trabalho de parto, continuamente assegurado.

Prepare-se igualmente para a eventualidade de o nascimento ocorrer antes da chegada do profissional. Tenha em mente que passos e providências deverá tomar.

 – Assistência pós-parto (puerpério, amamentação, …)

Os dias seguintes ao nascimento do seu filho irão ser passados no conforto do seu lar (ou no local que escolheu para dar a luz). Certifique-se que irá receber uma assistência apropriada nesse período de modo a garantir o bem-estar da família. Será importante também perceber, ainda antes do parto, quais as estruturas existentes à sua volta que lhe possam prestar apoio, em caso de necessidade, numa amamentação bem-sucedida. Amigas e familiares, mães com experiência, enfim, um pouco por todo o lado pode obter aconselhamento valioso. Espalhados pelo país estão também especialistas de amamentação (os CAM – Conselheiros de Aleitamento Materno), os quais normalmente apresentam disponibilidade para se deslocar até si de forma a lhe oferecer o suporte que precisa.  Escolher um parto em casa será, também, aprender a recorrer a recursos na comunidade onde está inserida. Será uma viagem de descoberta incrível.

Desafios mentais:

– Tomada de consciência: quem faz o parto é a MULHER (com a ajuda da omnipresente Mãe Natureza)!

A mulher traz consigo tudo o que precisa para dar à luz. O processo do parto é algo emocional e mesmo espiritual, mas sobretudo fisiológico e meticulosamente pensado pela Mãe Natureza. Não é o(a) parteiro(a) a fazer o parto e sim a mulher. E quanto menos esta for auxiliada ou até perturbada, melhor se desenrolará o processo bio-fisiológico do parto. Confie no enorme poder feminino inato de parir enquanto força universal na mais pura das suas manifestações. Nós, mulheres, somos a personificação da história de todas as nossas antepassadas que gestaram e pariram com toda a naturalidade. Fortaleça-se, interiorize o processo de parto, rodeie-se de inspiração positiva e, sobretudo, acredite na Grande Mãe, que é o mesmo que acreditar em si.

– Preparação profunda para a dor:

Contracção é o mecanismo que faz os bebés nascer. Há que a compreender como um elemento crucial no processo fisiológico do parto. A dor é inerente a este processo, seja ela associada à contracção ou ao período expulsivo. Além de sinalizar que o bebé está pronto a saudar o mundo, a dor permite à mulher desligar os seus sentidos do que a rodeia e voltar a sua atenção para o que está a suceder dentro de si. É algo visceral, indivisível, avassalador, que nos faz sentir vulneráveis e simultaneamente poderosas. Abraçar a dor no parto é sentir a nossa energia vital a crescer, a pulsar, a explodir no nosso interior com uma potência vulcânica expansiva e inimaginável para o nosso ser racional. Entregue-se a essa dor enquanto capacidade infinita de gerar vida.

– Papel do parceiro durante o parto:

A mulher-mãe (e o seu bebé) serão os principais actores no maravilhoso enredo que é o nascimento. No entanto, e porque se trata de um parto domiciliário, o homem-pai tem toda a liberdade para assumir o papel fundamental de fonte de força, inspiração e apoio a toda a hora no decorrer do trabalho de parto. Poderá ser aquele que lhe enche a piscina de água quentinha ou lhe massaja as costas com óleo essencial de alfazema ou se lembra de a hidratar com um chá de flor de amoreira. Ou lhe acaricia os mamilos na altura em que a coroa rompe a abertura do seu corpo. Infinitas são as possibilidades na forma de estarem juntos e em sintonia na hora de receber o seu bebé. Durante a gestação, conversem muito sobre o parto, idealizem-no em conjunto, preparem-se para o encanto do inesperado.  

– Trabalho de aceitação em relação ao desenrolar do parto e a tudo o que poderá acontecer:

O parto pode ser vivido como algo sublime, como uma verdadeira materialização da grandiosidade da Natureza, um legado para a vida quando respeitado, compreendido e acompanhado em toda a sua unicidade. Será um momento na sua vida no qual todos os seus potencial instintivo e sabedoria intrínseca serão naturalmente despoletados e servirão para abraçar a nova Vida gerada dentro de si. Durante o parto, tudo poderá acontecer. É importante, sem dúvida, regar a semente dentro de si que acredita num processo lindo, mágico, empoderador, com força suficiente para mudar algo em si para todo o sempre, mas sem, no entanto, renegar para segundo plano a sua capacidade de adaptação e aceitação. Abra-se a tudo o que vier e tente colocar pouco ênfase em expectativas (que irão, inevitavelmente, habitar o seu interior). Será o que será. Qualquer que seja o desenrolar, acredite que o parto constituirá um evento absolutamente marcante na sua vida.

Desafios económicos:

– Suporte dos custos associados à assistência de profissionais

O parto domiciliário em Portugal não está incorporado no Sistema Nacional de Saúde, sendo suportado na totalidade pelo casal gestante. Nenhum custo será comparticipado. Pondere as suas possibilidades financeiras e prepara-se com antecedência para cobrir todos os custos. Discuta modelos de pagamento com os profissionais envolvidos.

– Cobertura dos custos de materiais adicionais

Haverá outro tipo de materiais que poderão / deverão estar disponíveis durante o trabalho de parto cujos custos terão de ser cobertos pelo casal. Ter uma piscina de parto poderá ser algo a considerar. Tente perceber se a hipótese mais viável será a aquisição da mesma ou, em alternativa, talvez se possa inteirar sobre outros casais na sua área que estejam dispostos a ceder a sua (remunerado ou não).

Materiais de natureza descartável como panos, coberturas, compressas, pensos, etc terão de ser adquiridos por si.  

Desafios sociais:

– Pressão social em desfavor do parto em casa:

O parto domiciliário ainda não atingiu, por diversos motivos, um patamar de aceitação no seio da sociedade portuguesa. À medida que os números crescem, intensifica-se a campanha de crítica e tentativa de inversão da tendência. Perante um tecido social padronizado e intencionalmente conduzido a uma crença na soberania da medicina, tal campanha não é completamente estranha. Caso deseje partilhar o seu intuito de receber o seu bebé em casa com outras pessoas, esteja preparada para que uma enorme pressão social lhe seja direccionada, na tentativa de a demover do seu desejo. Fortaleça-se, no seu interior e com o seu parceiro, e, sobretudo, crie mecanismos de protecção para com potenciais medos que lhe sejam transmitidos. Relembre-se, quantas vezes forem necessárias, que a sua tomada de decisão é absolutamente consciente e informada, e que o nascimento do seu bebé é o acontecimento mais natural do mundo.

– Discriminação / recusa de assistência:

No decorrer da sua gestação, poderá ter de recorrer a estruturas mais “convencionais” de assistência, sejam elas da esfera pública ou privada, principalmente se optar por seguir, ainda que em parte, qualquer protocolo estabelecido. A sua opção de conduzir o parto em casa poderá – ou não – ser discutida abertamente com os representantes dessas instituições. Ao fazê-lo, tenha em mente que a sua escolha poderá gerar momentos de fricção e alguma tensão dado que coloca em causa a própria essência dessas mesmas estruturas. Esteja ciente de que poderá ser alvo de alguma discriminação no acompanhamento e mesmo no trato. Num caso extremo, a assistência poder-lhe-á ser recusada. O essencial aqui será não se deixar intimidar. Mantenha-se fiel aos seus princípios e informe-se cabalmente sobre os direitos que a assistem.

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Desafios são oportunidades valiosas de aprendizagem. Se escolheu um parto em casa de forma absolutamente consciente, estará dotada de toda a força essencial para abraçar qualquer tipo de desafio que possa aparecer para enriquecer o seu caminho. Proporcionar ao seu bebé e à sua família enquanto um Todo um parto natural que corresponda ao que sente ser, no seu interior, o verdadeiro, contribui para a co-criação de um Mundo cada vez mais radiante.

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“What you need is information and to know how your body works.” Kate Evans, author of “Bump: How to Make, Grow and Birth a Baby”

The journey of gestation is something magical and transformative and culminates in an event that supplants, in fullness, any experience ever lived by those who take an active part in it: birth, which will give the new being the opportunity to glimpse the light of the world. In assuming the choice of a home birth, the pregnant couple will be walking a path that, today, opposite to what happened at the beginning of the last century, no longer corresponds to what is more usual, although there are again more cases of births (accompanied) at home registered in Portugal. In this way, the phenomenon is still recent and, as such, also because of its innovative nature in the assumed search for a rapprochement with the physiological and, therefore, natural process of bringing life, carries with it some important challenges which are elements to consider upon a conscious decision-making.

It is possible to group the challenges in the following quadrants:

Technical Challenges:

– Analysis: is home birth really the appropriate option?

It is essential to carry out an exhaustive analysis of several elements in order to decide if the birth at home will be the scenario that best suits your case. Factors such as a healthy and low-risk pregnancy, a healthy mother’s body, a healthy baby’s body, etc. should be taken into account.

– Selection of the appropriate professional (s) (if assisted delivery is chosen):

As soon as you decide to have an assisted home birth, it will be important to seek timely advice from one or more appropriate professionals who bring relevant experience and take a positive attitude towards the practice. Remember that you will not be dealing with an established structure of flying personnel, but with someone who will follow your entire gestation process until the arrival of your child (and hopefully the puerperium phase) in a highly personalised way . Thus, the professional will require possibilities of planning and conciliation with his/her activity.

– Communication with the professional (s) and contingency plan:

Keep a constant contact with the professional (s) and remind him/her just before the expected date of birth that the day is about to come closer (if labour does not precede it). Also consider the possibility of drawing up a contingency plan (in case the professional cannot be present). There should be a second person available.

– Preparation of childbirth together with the professional (s):

The aspects of childbirth that you envision should be prepared in a joint effort with the person (s) you wish to involve. Develop a plan and discuss ideas about how childbirth will unfold:

  • Equipment (pool, cloths, birthing bench, etc.)
  • Communication (dialogue / explanation versus silence, how to deal with certain situations, etc.)
  • Methods (touch, devices, …)
  • Therapies of pain relief (massage, acupuncture, …)

Try to understand which tools can be made available by the professional(s) with whom you have chosen to work.

This is a whole new situation for you and it should fill you with an incredible sense of empowerment.

– Ensuring easy access to hospital structures in the event of an emergency:

If necessary, you may have to go to hospital during your labour. It is crucial here to rely on the evaluation of the practitioner who is accompanying the birth and, more importantly, to accept at the core that this can happen by embracing inwardly this possibility and appeasing it. Develop a plan, including means of transport, so that action is easy in case of emergency. The well-being of the mother and the baby should be ensured at all times during labour.

Also prepare for the event that the birth occurs before the arrival of the professional. Keep in mind what steps you should take.

– Postpartum care (puerperium, breastfeeding, …)

The days following the birth of your child will be spent in the comfort of your home (or the place you chose to give birth). Make sure that you receive appropriate care during this time to ensure the well-being of the family. It will also be important to realise, even before delivery, which structures exist around you that can support you, if necessary, in successful breastfeeding. Friends and family, mothers with experience, they are everywhere and you can get valuable advice from them. Scattered throughout the country are also breastfeeding specialists (the Breastfeeding Counselors), who are usually willing to move to you in order to provide you with the support you need.

Choosing a home birth will also teach you to tap into resources in the community where you live. It will be an incredible journey of discovery.

Mental Challenges:

– Awareness: who gives birth is the WOMAN (with the help of the omnipresent Mother Nature)!

The woman carries in her everything she needs to give birth. The process of childbirth is something emotional and even spiritual, but above all physiologically and meticulously thought by Mother Nature. It is not the birth attendant who is at labout, the woman is. And the less it is helped or even disturbed, the better the biophysiological process of labor will unfold. Trust in the enormous innate female power of giving birth as a universal force in the purest of its manifestations. We women are the personification of the history of all our ancestors who have begotten and born with naturalness. Strengthen yourself, internalize the process of childbirth, surround yourself with positive inspiration and, above all, believe in the Great Mother, the same as believing in yourself.

– Deep preparation for pain:

Contraction is the mechanism that causes babies to be born. It is necessary to understand it as a crucial element in the physiological process of childbirth. Pain is inherent in this process, whether it is associated with contraction or the expulsive period. In addition to signaling that the baby is ready to greet the world, pain allows the woman to turn off her senses from her surroundings and turn her attention to what is happening within herself. It is visceral, indivisible, overwhelming, it makes us feel vulnerable and simultaneously powerful. Embracing the pain in childbirth is to feel our vital energy growing, pulsating, exploding within us with an expansive and unimaginable volcanic power for our rational being. Give yourself to this pain as an infinite ability to generate life.

– Role of the partner during childbirth:

The mother-woman (and her baby) will be the main actors in the wonderful storyline of birth. However, because it is a homebirth, the man-father is free to assume the key role of source of strength, inspiration and support at all times during labour. He may be the one who fills the pool of warm water or massages your back with lavender essential oil or reminds you to moisturize the womb with a mulberry flower tea. Infinite are the possibilities in the form of being together and in tune at the time of receiving your baby. During pregnancy, talk a lot about childbirth, idealise it together, prepare for the charm of the unexpected.

– Exercise of acceptance regarding the progress of childbirth and everything that may happen:

Childbirth can be experienced as sublime, as a true materialisation of the grandeur of nature, a legacy to life when respected, understood and accompanied in all its oneness. It will be a time in your life in which all your instinctive potential and intrinsic wisdom will naturally be triggered and will serve to embrace the new Life generated within you. During childbirth, anything can happen. It is important, no doubt, to water the seed within yourself that believes in a beautiful, magical, empowering process, strong enough to change something in yourself forever, but without, however, denying your ability to adapt to the background and acceptance. Open up to everything that comes and try to put little emphasis on expectations (which will inevitably inhabit your interior). It will be what it will be. Whatever the unfolding, believe that childbirth will be an absolutely remarkable event in your life.

Economic Challenges:

– Support for costs associated with professional assistance

Domestic childbirth in Portugal is not incorporated into the National Health System, and is fully supported by the pregnant couple. No cost will be reimbursed. Consider your financial possibilities and prepare yourself in advance to cover all costs. Discuss payment models with the professionals involved.

– Coverage of additional costs for materials

There will be other types of materials that may / should be available during labour whose costs will have to be covered by the couple. Having a childbirth pool might be something to consider. Try to see if the most viable hypothesis will be to acquire it, or alternatively, you may find out about other couples in your area who are willing to give it (whether paid or not).

Materials of a disposable nature such as cloths, covers, pads, bandages, etc. will have to be purchased by you.

Social Challenges:

– Social pressure in the event of home birth:

Home birth has not yet reached, for various reasons, a level of acceptance within the Portuguese society. As the numbers increase, the campaign of criticism and attempt to reverse the trend intensifies. Faced with a social fabric standardised and intentionally led to the belief in the sovereignty of medicine, such a campaign is not completely odd. If you wish to share your intention to receive your baby at home with others, be prepared for enormous social pressure directed at you in an attempt to dissuade you from your desire. Strengthen yourself and your partner, and above all, create protection mechanisms for potential fears transmitted to you. Remember, as often as necessary, that your decision-making process is absolutely conscious and informed, and that the birth of your baby is the most natural event in the world.

– Discrimination / refusal of assistance:

In the course of the gestation, you may have to resort to more “conventional” assistance structures, be them public or private, especially if you choose to follow, if only partially, any established protocol. Your choice to conduct childbirth at home may or may not be discussed openly with representatives of these institutions. In doing so, keep in mind that your choice may generate moments of friction and some tension as it calls into question the very essence of those same structures. Be aware that you may be subject to some discrimination in the assistance and even in the approach towards you as a person. In an extreme case, the assistance may be refused. The point here is not to be intimidated. Stay true to your principles and fully inform yourself about the rights that assist you.

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Challenges are valuable learning opportunities. If you have chosen a home birth in an absolutely conscious way, you will be endowed with all the essential strength to embrace any type of challenge that may appear to enrich your path. Providing your baby and your family as a Whole a natural childbirth that matches what you feel to be, inside you, the true path contributes to the co-creation of an ever more radiant world.