Toques: Ferramenta útil ou intervenção desnecessaria?

Inserir os dedos na vagina de uma mulher deve ser uma das formas mais íntimas ou invasivas de tocar o corpo de uma mulher. Ainda assim, este continua a ser o método mais utilizado para determinar a progressão do trabalho de parto.

Existem de facto muitas maneiras para uma parteira avaliar o quanto o trabalho de parto de uma mulher já progrediu, tais como:

  • escutar os sons que ela faz;
  • sentir o odor presente na divisão;
  • verificar a linha púrpura que pode surgir na pele entre as nádegas;
  • notar como a mulher está a interagir com os que a rodeiam.

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Inserting one’s fingers into a woman’s vagina must be one of the most intimate or invasive ways to touch a woman’s body. And yet, this continues to be the most commonly used method of assessing a woman’s progress in labour.

There are in fact many ways that a midwife can assess how far a woman’s labour has progressed, such as: listening to the sounds she makes; observing the smell in the room; checking for the purple line that may rise on the skin between the buttocks or simply noticing how the woman is interacting with those around her.
As well as being an invasive and sometimes painful procedure that may make a labouring woman feel uncomfortable or tense at a time when she needs to feel relaxed and at ease, vaginal exams (VEs) can be problematic for a number of reasons.

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Reflexões sobre o parto

Desde que participei na conferência Nascer em Amor organizada pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto , tenho vindo a contemplar alguns assuntos diferentes sobre a gravidez e o parto e a aprofundar o meu conhecimento dos direitos humanos nesta área.

Vivi a maior parte da minha vida no Reino Unido e como dei à luz aos meus dois filhos lá, tive a oportunidade de beneficiar de um sistema de saúde materno relativamente progressivo e liberal. Contudo, agora apercebo-me que independentemente dos seus desafios contínuos, o que experienciei foi um previlégio raro, e que aqui em Portugal como em muitos outros países no mundo, mulheres grávidas e em trabalho de parto encontram dificuldades frequentes em fazer escolhas autónomas acerca de onde, como  e com quem recebem cuidados e dão à luz os seus bebés. ais ainda, dar à luz, apesar de ser um evento diário, tornou-se num evento recheado de complicações.

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