A pressão do relógio

A falta de tempo é um dos piores sintomas da nossa sociedade moderna, industrializada, acelerada.

Fast Forward, Underground Garage

A pressão do relógio, das tarefas por realizar, dos empregos em que cada segundo utilizado ou por utilizar significa produtividade ou falta dela, tudo influencia a forma como vivemos as nossas vidas pessoais e familiares, como experienciamos e, acima de tudo, como desfrutamos do que nos é dado a viver enquanto seres neste planeta.

A gravidez é igualmente influenciada por esta obsessão. Tudo começa com a determinação precisa do momento da concepção e, consequentemente, de uma data prevista para o parto. O método comummente utilizado pela medicina alopática fixa-se na contagem do tempo passado desde a data da última menstruação e, actualmente, a realização frequente de ecografias auxilia a encontrar a idade gestacional do embrião.

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Toques: Ferramenta útil ou intervenção desnecessaria?

Inserir os dedos na vagina de uma mulher deve ser uma das formas mais íntimas ou invasivas de tocar o corpo de uma mulher. Ainda assim, este continua a ser o método mais utilizado para determinar a progressão do trabalho de parto.

Existem de facto muitas maneiras para uma parteira avaliar o quanto o trabalho de parto de uma mulher já progrediu, tais como:

  • escutar os sons que ela faz;
  • sentir o odor presente na divisão;
  • verificar a linha púrpura que pode surgir na pele entre as nádegas;
  • notar como a mulher está a interagir com os que a rodeiam.

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Inserting one’s fingers into a woman’s vagina must be one of the most intimate or invasive ways to touch a woman’s body. And yet, this continues to be the most commonly used method of assessing a woman’s progress in labour.

There are in fact many ways that a midwife can assess how far a woman’s labour has progressed, such as: listening to the sounds she makes; observing the smell in the room; checking for the purple line that may rise on the skin between the buttocks or simply noticing how the woman is interacting with those around her.
As well as being an invasive and sometimes painful procedure that may make a labouring woman feel uncomfortable or tense at a time when she needs to feel relaxed and at ease, vaginal exams (VEs) can be problematic for a number of reasons.

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