O relato de parto do Ravi

Quando descobri que estava grávida pela segunda vez, sabia no meu coração que correria tudo bem e que estaríamos apenas nós presentes, sem necessidade de uma parteira. Esta foi uma decisão pensada, consciente e muito segura que não deve ser assumida de ânimo leve e sem profunda reflexão.

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Convidámos quatro amigas próximas para vir na semana em que eu pensava que o parto ia acontecer. As quatro aceitaram e tivemos um divertido «festival do parto», mas a semana foi-se e bebé, nem vê-lo. Então todas foram à sua vida menos a Daniela e família, que tinham chegado antes e connosco permaneram. Foi como aconteceu e foi perfeito.

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Toques: Ferramenta útil ou intervenção desnecessaria?

Inserir os dedos na vagina de uma mulher deve ser uma das formas mais íntimas ou invasivas de tocar o corpo de uma mulher. Ainda assim, este continua a ser o método mais utilizado para determinar a progressão do trabalho de parto.

Existem de facto muitas maneiras para uma parteira avaliar o quanto o trabalho de parto de uma mulher já progrediu, tais como:

  • escutar os sons que ela faz;
  • sentir o odor presente na divisão;
  • verificar a linha púrpura que pode surgir na pele entre as nádegas;
  • notar como a mulher está a interagir com os que a rodeiam.

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Inserting one’s fingers into a woman’s vagina must be one of the most intimate or invasive ways to touch a woman’s body. And yet, this continues to be the most commonly used method of assessing a woman’s progress in labour.

There are in fact many ways that a midwife can assess how far a woman’s labour has progressed, such as: listening to the sounds she makes; observing the smell in the room; checking for the purple line that may rise on the skin between the buttocks or simply noticing how the woman is interacting with those around her.
As well as being an invasive and sometimes painful procedure that may make a labouring woman feel uncomfortable or tense at a time when she needs to feel relaxed and at ease, vaginal exams (VEs) can be problematic for a number of reasons.

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A dor do parto

Extraído de ‘Sentidos do Nascer. Percepções sobre o Parto e Nascimento‘, uma exposição imersiva e interativa que viajou pelo Brasil em 2015. (English translation below)

Se o parto dói? Sim, sempre doeu. Desde os primórdios da humanidade. A dor, além de sinalizar que o bebé está pronto para nascer, é importante para que a mulher volte sua atenção para dentro de si mesma. A dor do parto desliga os sentidos do mundo, distancia o corpo do que é desnecessário, ajuda a dimensionar a relevância do que é trazer à luz uma nova vida.

Death/Birth V10

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O nascimento do Leo

Rita Martins conta a linda historia do nascimento do seu filho. (English below)

Sempre pensei que levaria a vida como uma eterna viajante. Desde pequena que trazia em mim o desejo de levantar asas e deixar o ninho para trás. Recordo-me como me perdia com os olhar e imaginação nos mapas e globos e percorria cada contorno de um mundo ainda desconhecido com vontade de o sorver e tornar real. Mais tarde, seguindo o chamamento de infância, entreguei-me à contínua descoberta, calcorreando solos que me guiavam, emergindo-me em culturas que não a minha, desafiando limites e possibilidades. Sentia-me viva, forte, pioneira. A viagem mais verdadeira, contudo, aconteceu bem depois, já numa fase madura da minha vida, e não a bordo de um meio de locomoção, mas sim dentro de mim: em 2015, engravidei do meu filho Leo. Eis como ele nasceu…

Sê bem-vindo, Ser do Amor!

“O teu cheiro está diferente hoje!”, sussurrou-me o Pedro suavemente ao ouvido naquele acordar domingueiro. Sorrimos um para o outro e, sem pensar mais no assunto, abraçámo-nos longamente num encaixe corporal que a minha barriga orgulhosamente redonda nos permitiu.

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